"Ele me dizia que eu era linda
se infiltrava na piscina dos vizinhos, sim, ele me ensinou a quebrar as regras
dezessete anos. "
# NO CAP. ANTERIOR...
_Justin? Justin? -ele me chamava
_Hum...o que ? -eu abri totalmente meus olhos
_Precisamos ir -ele disse e eu me levantei rápido. Não eu não podia ir, não assim.
_Mais já? -eu pedi quasse chorando
_Sim -ele disse e baixou o olhar- Suas malas já estão lá em baixo- suspirei
_Tudo bem -dei um meio sorriso
_Seja forte Cara! -ele sorriu me confortando
Ele saiu e me deixou sentado sozinho, amargurando comigo mesmo. Levantei cambaleando e fui ate o banheiro. Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa qualquer. Desci as escadas e todos estavam a minha espera, menos ela!
meus olhos rodearam a cara toda, eu precisava realmente falar com ela. Rosa veio ate mim e me abraçou, sorri, seu abraço era tão confortador.
_Olha... quando quiser vim aqui pode vim. -ela sorriu- só nos avise antes ta bom? -ela disse e eu sorri. Em seguida veio Anne, ela sempre foi a que eu mais gostei.
_É... -ela me olhou parecendo vasculhar palavras em seu cabeça- Jura que vamos nós ver logo? -ela pediu e eu sorri.
_Claro que sim. Se der apareço lá pelo Brasil -sorri e ela me abraçou. Senti seus lábios próximos ao meu ouvido.
_Ela te ama! não esqueça disso -ela sussurrou e sorri amarelo. Ela se afastou e logo Paul veio sorrindo ao meu lado.
_Sabe que sempre vai poder contar comigo, não é? -ele disse e eu sorri, desculpa mas agora eu só conseguia sorrir. Uma vontade tão louca invadiu meu peito, eu estava com vontade de gritar agora, chorar, pestanejar e qualquer outra coisa mais.
_Sim, eu sei -sorri e meu olhar encontrou o dela. Ela estava no alto da escada, quando me viu virou as costas e saiu andando.
Point Of View (Sam)
Não, eu não vou! não eu não posso. Não posso chorar, não posso dar o braço a torcer. Eu tenho que ser forte. -Seja forte Sam!- meu sub-consciente dizia. Suspirei e fui ate sacada, meu coração estava mil eu não conseguia mais ver minha vida sem ele! O vi sorri e abrir a porta do carro, me deu um aperto no coração, quando dei por vista eu já chorava.
Vi que ele já se preparava pra entrar no carro, juro que eu nunca me senti tão mal... Ele olhou para os lados, eu sabia o que ele estava esperando, mas não, eu não iria lá. Eu não aguentaria. Quando ele finalmente fechou a porta uma dor me preencheu, me joguei na cama e juro, juro que chorei mares.
Dias já haviam se passado, eu não havia ido mais a escola. Meus pais estavam frequentemente tentando me animar, eu acho que eles não entendiam minha dor. Mat e Sav vinham sempre aqui mais juro que ninguém era como ele. Outro dia vi na tv que ele havia voltado com a tal ex namorada dele e quando perguntaram sobre mim, ele simplesmente disse que não me conhecia e que nunca havia tido nada entre nós, se doeu? claro, mais eu insistia em tentar dizer pra mim mesma que ele era o melhor pra mim.
_Filha...? -minha mãe disse calmamente entrando no quarto. A fitei e ela sorriu e sentou na cama.
_Ta tudo bem? -ela pediu acariciando meu ombro, me levantei e em seguida cai em lagrimas.
_Não mãe...-deitei a cabeça em seu ombro- Eu sinto falta dele -berrei e me joguei na cama.
_Filha.... -ela ia dizer algo mais simplesmente palavras não saiam
_Mãe -a chamei em meio ao choro, ela me olhou
_Sim...
_Quando eu era pequena e me machucava você sempre fazia a dor parar, por favor faz a dor parar. Eu já não aguento mais -pedi chorando, seus olhos lagrimejaram.
_Eu juro que vai passar filha... tem que se acalmar! -ela exclamou- chorar pode ate parecer que cura, mas não filha. Só o tempo vai cicatrizar tudo isso -ela disse sorrindo, dei um meio sorriso o primeiro de dias.
_Não sei se consigo... eu... eu me sinto tão fraca, tão vulnerável -eu disse a fitando, ela não disse mais nada apenas me abraçou e deitou minha cabeça em suas penas.
Senti minhas pálpebras ficarem pesadas, minha vista escura. A ultima coisa que eu vi foi minha mãe sorrindo antes de eu apagar de vez. Acordei com uma forte luz sobre mim, tentei abrir os olhos mas não conseguia, me virei de um lado pra outro e abri os olhos. Fiquei fitando o teto do meu quarto por um longo tempo, ate que tomei uma decisão. Hoje eu ia sair, depois de dias eu iria finalmente tentar voltar a minha rotina normal.
Levantei da cama com um pouco de dificuldade e caminhei ate o banheiro, me despi e entrei na box. Fiquei em baixo do chuveiro por dez minutos, sai enrolada em uma toalha e caminhei ate o closet. Coloquei uma roupa leve já que estava muito calor.
Me olhei no espelho e senti que minha expressão tinha melhorado muito. Depois daquela conversa de ontem com minha mãe eu de fato melhorei. Peguei minha mochila e desci as escadas com certa pressa, pressa de chegar a escola, de voltar a minha vida.
Quando apareci na cozinha meus pais, minha tia e Mariah estranharam, se entreolharam e logo sorriam.
_Filha...-meu pai veio me abraçar. Foi um abraço digamos que apertado.- Decidiu ir a escola?
_Sim -eu disse e abaixei a cabeça- Bom eu vou indo, não quero me atrasar -eu disse e em seguida ouvi em coro um "tenha um bom dia".
Fui ate meu carro e logo dei partida. Coloquei na musica mais animada que podia está passando agora. Tentei dirigir o mais rápido possível e em questão de minutos estava na escola. Assim que desci do carro todos me olharam de uma forma estranha, da forma como eu já esperava.
Caminhei ate meu armário e senti alguém tocar meu ombro, me virei e dei de cara com a Clarie, ela me olhava da mesma forma, como se fosse melhor que eu. Mas agora como eu já não era a mesma Sam ela não pisaria mais em cima de mim. Ela sorriu de uma forma debochada e começou a enrolar uma mexa de cabelo.
_E então? cade seu principezinho? han? -ela pediu e em seguida riu alto- Ele cansou de você? -ela disse e todos começaram a rir, se fosse como dias atrás eu iria sair correndo, mas hoje não!
_Oh desculpa Clarie, mas eu sou você -afirmei sorrindo- Eu não sou uma vadia. Eu e Justin terminamos, e não, ele não cansou de mim, inclusive ele pediu pra voltar mas como eu não sou uma qualquer eu não quis. Sabe por que? por que beleza e dinheiro não são tudo pra mim -eu disse e em seguida todos começaram a gritar. Ela abriu a boca pra falar mais logo se convenceu que não tinha nada melhor pra falar. Ela saiu pisando fundo. Ri e balancei a cabeça, me virei e continuei remexendo em meu armário.
Logo o sinal tocou, estranhei o fato de não ter visto nem Mat e nem Sav pelos corredores, mas logo que convence que eles já estavam na sala. Quando entrei na minha aula todos me olharam, e Mat quando me viu sorriu, seus olhos brilharam e ele veio correndo ate mim.
_Sam!!! -ele exclamou me abraçando- Eu nem acredito que veio -eu sorri e ele me soltou
_Decidi voltar pra vida -eu sorri, quando ele abriu a boca ele foi praticamente jogado pro lado. Sav me olhou sorrindo
_Amiga. -ela sorriu e me abraçou- Porque não disse que vinha? a gente podia ter ido de buscar
_É ... - Mat disse se levantando do chão e fuzilando Sav com os olhos
_Eu preferir vim com meu carro -sorri pros dois, em seguida fui me sentar.
E então? ta melhor? -Mat disse se sentando em meu lado, em seguida Sav sentou do outro
_To gente! -afirmei sorrindo- Eu estou ótima
_Hum.. -Sav disse e em seguida abriu um sorriso- E então pra comemorar a sua voltar vamos de cinema hoje? -ela mordeu o lábio sorrindo
_Claro -sorri eles arregalaram os olhos- O que gente? eu vou -eu disse sorrindo. Em seguida o professor entrou na sala.
...




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